domingo, 25 de janeiro de 2009

Museu do tempo que passou...


Coraçao esse q era um museu de coisas antigas transformadas em recordaçoes q o vento levou. Nesse local encontra-se uma peqena vitrina com a palavra chorar.
Todos os visitantes liam aqela palavra, mas nenhum percebia o seu significado. Entao q o guia explicou que, noutros tempos, aqela acçao foi uma palavra e acto muito usada e q magoava. Mostrou um peqeno frasquinho com uma lagrima da dona do coraçao. Parecia água, mas tinha escaldado e queimado. Dor desse coraçao q tinha predominado em mim. Museu esse q me pertencia.
Nao sei como poderia ter vivido dias inteiros sem a sua companhia, no buraco do tecto ou no abrigo subterraneo.. Seria como rezumir um espectaculo q lhe deu prazer e sempre q podia, dava uma sapatada brincalhona na lagrima q caia sobre a pagina. Depois acabei por perceber a razao pq isso acontecia, desculpando-lhes os maus modos e o desconforto q as minhas brincadeiras lhe causavam..
Cada frase, cada pagina é uma especie de porta q se abre para a a luz e por isso eu nao gosto daqilo q me destrai e q me rouba tempo qndo estou concentrada. Naqele esconderijo eu passei a admirar os seres humanos ao observar o q pode fazer a sua imaginaçao quando estao ameaçados e tem de lutar pela sobrevivencia.
Aguento e engulo, até poder fugir e me econtrar isolada de pessoas. E assim q posso, fujo. Por vezes, nao só aguento e engulo, como desvio o olhar para o vazio. Cada qual agarra em mim a realidade q mais lhe convem.
Há patetas q me julgam engraçadissima e outros q choram tédio mal invejam a minha cara longa de gato-pingado. Horrorizo meia duzia de pessoas c a minha má criaçao, ao mesmo tempoo q fascino outra meia duzia c a suavidade de açucar do meu temperamento. E depois, de empolgar 3 ou 4 tolos c discursos inteligentes, nao me importo de exibir um solo de estupidez diante de uma cambada de cretinos espertos.
Consciente ou inconsciente, adapto'me ás opinioes previsórias dos outros. Entro nas mil comédias do dia-a-dia, sem me enganar nos papéis nem confundir as personalidades.
Tentei. Aserio q tentei. Tentei tao arduadamente q fico doentemente azul só de lembrar disso. Fiz os nemerdos exactamente iguais como quem pisa fixamente e sem medo graos de areia.
Vou fazer'te uma ultima pergunta. Tens muitos anos para me responder. Nao te esqeças dela.. Pensa nela..


Gostas de mim?