quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Verdades do hoje.



Hoje, se não te criticam por aquilo que és, criticam por aquilo que comes, por aquilo que usas, por aquilo que sentes, por aquilo que fazes ou deixas de fazer, por aquilo que escolhes para ti, por aquilo que sonhas e desejas, por aquilo que pensas, por aquilo que gostas, pela tua maneira de ver a vida.
Se não te criticam pela tua cor, criticam pela escola ou sítios que frequentas, pelo penteado que tens, pelos teus hábitos e costumes, pelas pessoas por quem tens carinho, pela posição em que estás na fotografia das redes sociais, pelos comentários que fazes às outras pessoas, pelo nível de simpatia quem tens com o sexo oposto, pelos talentos que podes (ou não) ter.
Se não te criticam pela marca que trazes na etiqueta da camisola, criticam pelo telemóvel que trazes no bolso, pelo destino onde vais passar férias, pela quantidade de dinheiro que trazes na carteira, pelo tamanho da casa onde vives ou pelos cavalos que o teu carro tem.
Se não te criticam pela profissão dos teus pais, criticam por algum problema que possas ter na família, pelo número de calças que vestes, pelo peso que acusa na balança quando te pões em cima dela, pelas borbulhas que tens na cara, pelo tamanho da televisão que tens em casa na sala de estar, pelo teu comportamento, pelo computador que tens ou deixas de ter, pelas tuas dificuldades na vida!
Hoje o mundo é cruel, nem sempre é justo e os outros fazem questão de nos meter rótulos a toda a hora.
Se rapas o cabelo, é porque tens cancro.
Se estás gorda é porque estás grávida.
Se estás magra/o é porque tens uma depressão.
Se mentes a alguém é porque não prestas.
Se és muito branco é porque tens uma doença de pele.
Se és mais escuro de pele é porque és marginal.
Se gostas de usar boné é porque és drogrado/a.
Se tens os sapatos rotos é porque não tens dinheiro.
Se tens uma casa pequena é porque não tens boas condições.
Se não agradeces é porque não tens boas maneiras.
Se te chateias é porque acordas-te com os pés de fora.
Se tiras boas notas é porque és marrão.
Se tiras más notas é porque és um baldas.
Se dizes o que pensas és mal educado.
Se ficas calado é porque não te sabes defender.
Se não tens protátil é porque és pobre.
Se andas numa escola pública é porque não vais ser ninguém na vida.
Se não usas preservativo é porque não tens juízo.
Se comes um chocolate é porque estás a ficar gordo/a.
Se sonhas ir à lua é porque és maluco.
Se gostas de andar bem vestida é porque és uma oferecida.
Se andas mal vestido é porque andas com roupa que te deram.
Se na sala de estar não tens um plasma ou LCD é porque não dá para ver bem televisão.
Se vais à missa é porque és um lingrinhas.
Se ainda andas na catequese é porque perdes tempo com coisas que não valem a pena.
Se vês desenhos animados é porque és cachopo/a.
Se casas virgem é porque és uma santinha/o.
Se vês filmes pornográficos é porque és um porco.
Se gostas de apreciar é porque és um tarado.
Se és simpática para o sexo oposto é porque és uma puta.
Se o teu pai varre ruas é porque vais ser como ele.
Se a tua mãe lava escadas é porque é uma desgraçada.
Se andas de transportes públicos é porque és pobre.
Se ouves música electro-house é porque és mitra.
Se és a favor do aborto é porque és insensível.
Se gostas de fado é porque não sabes o que é música.
Se não tens uma perna é porque não podes ser ninguém na vida.
Se pões a mão à cintura numa foto é porque és convencida.
Se te dás com uma pessoa doente é porque podes estar também contagiado.
Se és homossexual é porque és maricas.
Se não te embebedas é porque não sabes aproveitar a vida.
Se não bebes é porque não vales nada.
Se não fumas é porque és um fraco nem estás apto de entrar num grupo.
(...)
Vale a pena continuar? /:

domingo, 2 de outubro de 2011

Quando algo corre menos bem


Há dias em que tudo corre bem, outros em que tudo corre mal; há dias em que estamos felizes, outros em que estamos tristes; há dias em que não temos paciência para nada, outros em que temos simplesmente paciência para tudo; há dias em que parece que está tudo contra nós, outros em que está tudo a nosso favor.
Nos dias em que tudo corre mal, sinto sempre um aperto. É um dia em que a tristeza reina; um dia em que a paciência está longe de fluir e um dia em que nem o tempo, nem o espaço está a meu favor.
O mundo todo, sabe que nada é eternamente pintado de cores vivas e serenas e muito menos um mar de rosas. Se assim fosse, talvez não valesse a pena viver nesta vida. Talvez não valesse a pena conhecer conceitos e significados tão simples como amor, amizade, orgulho, sorriso, sucesso, admiração, partilha, ou respeito. Talvez não valesse a pena conhecer pessoas, aprender a respeitá-las, amá-las e lutar por aquilo ou por quem se quer, sem esperar que as coisas "caiam feitas do céu". E é por isso que quero encontrar o ingrediente mágico, (...) a fórmula solucionadora dos dias e momentos mais escuros, para evitar que o sentimento simplesmente se debruche. A verdade é que, por vezes, a distância apodera-se de nós e não são as promessas e palavras prometidas que conseguem inverter o feitiço. É preciso mais, muito mais! Há dias que sinto que as coisas estão a mudar; minuto após minuto. Há dias em que tenho dificuldades a perceber ao certo a raíz das discussões, dos problemas, das possíveis desconfianças e dos desentendimentos. Vejo pontos de interrogação a aparecer por todo o lado, ao mesmo tempo que a distância aumenta. Mas não é por isso que desisto... Nãa! Não me quero afastar, nunca quis. Apenas sou um ser como os outros. Um ser que às vezes perde a paciência, a vontade de lutar e (muitas vezes) até erra. Mas, como toda agente que tem objectivos, não quero desistir daquilo que me faz sorrir, de sentir o perfume, o aconchego, o apoio que sempre foi incondicional! Não quero deixar de procurar, algo mais do que um principe encantado; não quero voltar a chorar quando os problemas aquecem; não quero voltar a sofrer em silêncio cada vez que algo corre menos bem porque por qualquer momento de dor ou raiva temporária, nunca deixei de sentir o que sinto, e nunca deixarei.
A verdade é que lutar é dificil e há alturas em que ser feliz, dá um trabalho dos diabos! Mas tu sabes os meus segredos, os meus medos, os meus pontos fracos e as minhas inseguranças, (...) e por tudo o que tu sabes e és, eu nunca vou desistir de nós, nunca vou desistir do teu sorriso e dos teus olhos! $: