sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lá bem longe, onde me consegui castigar mais.


Piso sem saber o que representam, cada grão que no meu caminho se atravessa. Porém, sei que nada é em vão e que cada acontecimento tem e terá para mim um grande e pesado peso nas decisões que por mim passarem, que por mim teram de ser tomadas.
São os pequenos momentos que se desenrrolam que me fazem transformar em quem sou e que me fazem crescer da maneira que cresço.
Não são palavras que mudam o passado, não são gestos que podem mudar a humilhação pela qual me farteii de derramar porque é o tempo que muda tudo. É o tempo que altera a rotina do dia, é o tempo que apaga memórias, mas não é o tempo que consegue apagar as recordações que marcaram.
Nunca percebi o porque, nunca entendi a razão, e tenho a certeza que nunca conseguirei compreender o motivo. Passaram horas, dias, semanas, meses e tudo continuou igual. A dor ia crescendo, a humilhação foi subindo e quando dei por mim (...) Senti-me no fundo. Senti-me sem possibilidades de subir para onde nunca devia de ter saído.
Mas não foi tudo. Não foi para sempre que fiquei em baixo. Não foi para sempre que me prendi ao que não devia e não foi para sempre que me senti pequena. Aos pedaços fui subindo e voltei ao cimo. Voltei de onde pertencia e de onde prometi nunca mais sair.
Apareceram milhões, apareceram infinitos mas já era tarde de mais. Quando consegui o que queria, já nãoo queria aquilo que tinha conseguido. Simplesmente esqueci tudo o que tinha passado, tudo o que tinha sentido mas nunca esqueci os momentos por que passei.
Foram minutos de desgraça, foram segundos de tristeza e foram meses de desespero. Desespero completo, desespero sem fim e desespero que apenas dava vontade de acabar com aquilo de uma vez.
Mais dificil de perceber ... saber que aquele sentimento tinha de morrer mas que não tinha forças para o matar. Mais furestrante ainda ... saber que era o fim e mesmo assim insistir.
Ensinaram-me que não é por morrer uma andorinha que termina a Primavera, mas que na vida, é preciso aprender a enterrar, é preciso aprender a esquecer.
Em apenas 14 anos de vida, consegui aprender que é preciso cair para dar valor aos momentos em que nos levantamos.

sábado, 3 de abril de 2010

Melhor amigoo *-*


Conhecia-te à tanto, e nada em tii me despertava a atenção de querer conhecer. Aprendi que, contigo torna-se tudo bem mais simples. Os cinzas ganham cor, os ventos abrandam e as tempestades acabam sempre por acalmar. Fui conhecendo mais e mais de ti, e hoje és um grande orgulho. Dos maiores, até. Ouves-me sempre até ao fim, sem nunca criticar. Dás-me toda a força que preciso, quando preciso, quando tudo corre mal, quando tudo corre bem e dás-me um apoio sem fim.
Gozas comigo sempre que apanhas oportunidade, mas isso apenas me torna mais firme, mais segura de que a tua amizade é para SEMPRE.
Vou querer poder acompanhar-te de Caxarias para Fátima, de Fátima para a China, da China para o fim do mundo, mas ao teu lado sempre até morrer, porque tu és e serás SEMPRE o meu melhor amigo. Bem poderia correr O MUNDO INTEIRO à procura de alguém tão "certo" como tu, que nunca, mas nunca mesmo iria econtrar alguém tão essencial como tu.
Até passámos por pouco e a nossa meta de vida pode ser curta, mas para mim foi e continua a ser MUITO, pois tudo o que aconteceu (nós sabemos) nos fortaleceu, tudo o que aconteceu foi-nos tornando mais convictos que tudo era possivel e tudo tinha solução. Acordo, levantas-me a cabeça. Ajudas-me a enfrentar sombras e obstáculos, com uma força diferente que nunca ninguém me tinha mostrado que existia. Consegues ser das minhas maiores verdades, das minhas maiores razões de sorrir. Descobri em ti uma autêntica aventura e agora que me aventurei, não quero, nem posso deixar-te ir.

Beringela, eu adoro-te! :D