Poderia começar pelo ínicio: dizer que tenho um vício. Um vicío saudável, um vicío que não quero desabituar-me dele, nem hoje, nem amanhã, nem NUNCA.
Poderia começar também por algo mais alternativo: admitir que vivo dependente de uma essência, ligada a ela, como quem está dependente de uma máquina para sobreviver.
Mas não. Tudo isto é muito óbvio, muito dito, muito banal e sobretudo muito vago para mostrar qual é hoje, o meu motivo de lutar por aquilo que acredito.
Quero começar, então, por algo mais concreto. Algo que seja claro e principalmente, directo! Algo que mostre, sem deixar margem para dúvidas, aquilo que sinto e aquilo que sei que está e VIVE, dentro de mim. Aquilo com o qual eu vivo momentos únicos, aquilo que faz acelar o meu coração a cada olhar. Aquilo que me faz viver, aquilo a que me entrego sem medos nem inseguranças, aquilo que eu quero e sempre quis. Aquilo pelo qual tanto chorei, tanto lutei e que hoje, tanto quero, tanto amo, tanto respeito, tanto admiro e que tanto quero proteger!
Sem qualquer problema, complexo ou perconceito, admito que também sei sonhar, sentir, viver, fazer planos, acarinhar e amar, mas acima de tudo e como todos os outros humanos, também sei errar. Por vezes, assim como toda agente, também ajo por impulsos e é isso, assim como os possíveis erros, que me faz ter, muitas vezes, medo de perder a minha quantidade de vida; medo de perder a pessoa a quem estou, hoje, dependente para viver, $: (...) tenho medo de, sem me aperceber, "pôr a pata na poça"; cometer erros aos quais não consiga dar a volta; perder o controlo de tudo e fazer com que os momentos, os sentimentos ou a confiança, se apaguem.
Hoje vejo que os dias passam, as semanas pulam e os dias correm. E antes que me tenha apercebido, já passou um ano. Na verdade, já passou um ano desde que esta lúxuria de sentimentos está a fervilhar dentro de mim. Já passou um ano desde que comecei a lutar por aquilo que queria, embora às vezes tenha baixado os braços, $:
Hoje vejo que, apesar de todas as dificuldades e todas as quedas, (...) nunca perdi os sonhos. Hoje vejo que a vida não pára e que também os sentimentos podem crescer.
Para ser sincera, hoje vejo também que todas as paixões que ficaram para trás, sim... foram especiais à sua maneira, d'algumas das quais até julgo ter sido uma verdadeira perda de tempo. Mas quanto a esta paixão; a este amor, tenho certezas que tem asas para voar. Com os seus altos e baixos, mas SEMPRE BEM ALTO. Sem nunca cair!
Quando estamos em baixo, relembro cada carícia, cada abraço, cada mimo, cada palavra, cada olhar, cada sorriso, cada momento (...) e é isso que me dá força para não desistir; é isso que me dá força para continuar a bater asas, com força, para conseguir voltar "lá acima".
Olho para trás e consigo ver uns fumos do começo. Um início de uma história. Sim, consegui fazer, não sozinha, mas consegui fazer uma história. Uma história sem palácio, sem cavalos brancos, principes ou princesas. Mas uma história REAL em que eu própria posso vestir o fato de princesa e o meu mais que tudo, o fato de príncipe.
Olho para a frente, e não, não avisto nem quero avistar um fim. ♥
Amar-te é tão pouco, $:
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