quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Num abrir e fechar de olhos.


Deixei-me levar, deixei sentir, deixei desejar, e chegou aquele dia, em que eu perdi o que julgava ser meu. Foi aí que eu senti realmente o que era ser pequenina.
Quando o mundo girava em meu retorno, atirando pedras e lançando olhares fatais que derrobam qualquer um que se viesse a por no caminho.
A verdade é que as horas, os minutos, os segundos estavam a passar e o corpo permanecia ali, quieto.
Não havia para onde fugir, com quem fugir, nem onde abrigar aqela ferida por 2 segundos.
O tempo era completamente intocável e sem dúvida que a ausência do perfume, do mistério, do tormento... dele estava ainda muito presentee.
O vento varria-me os cabelos e as saudades apertavam ainda muito o coração. Só queria uma boa razão para justificar tanto tempo de espera, tanto tempo de dor.
Os meus olhos quiseram colar-se ao meu pensamento, para juntos viajarem por aquilo do qual só restavam apenas as recordações. Por aqueles que um dia , foram os melhor momentos da minha vida.
Enquanto isso , as lágrimas faziam questão de me lavar a cara, faziam questão de me levar as mãos ao coração e recordar aqeles abraços que ficaram marcados, aqueles beijos que sempre foram sentidos como se fosse o primeiro e o ultimo, aqueles olhares que serão sempre tão profundos e tão longos.
Ainda só passaram 4 dias e a saudade já deixa tantas marcas. Muitos desejos seriam voltar a sentir aqelas vibrações unicas que apenas cada um sabe pelo que passa. Julguei aquele fenónemo erradamente. Julguei-o para sempre. Julguei-o com um principio mas sem um fim. Julguei ser capaz de travar o fim de tudo o que era tudo para mim. De tudo o que me fazia sorrir, daquilo que realmente tinha capacidade de me por um sorriso daqueles bem verdadeiros na cara, daquilo que fazia o meu coraçãoo dançar. Afinal, não passei de uma destruida lutadora que deixou os sonhos serem desfeitos num nada, sem se aperceber.
Parecia tudo um sonho, daqueles bem reais. Tudo me fez perceber que, dentro de mim, havia muito mais do que aquilo que eu julgava.
Era horrivel sentir aquilo. Senti-lo mesmo ao meu lado e saber que já não me pertencia, que nunca mais lhe poderia tocar. Apesar de ele estar mesmo ali, a partilhar o mesmo ar do que eu, era como se estivesse sozinha, e que ele... ele estivesse mesmo muito longe. A uma distancia tãoo elevada que nem eu o conseguia sentir.
O esforço para tentar sorrir era tanto que acho que não aguentaria nem mais meio minuto. Aquela alegria era tãoo falsa, tãoo treinada que até eu me sentia mal ao encená-la.
Tudo me parecia uma peça de teatro em que ninguém tinha ensaiado correctamente os papeis e em ultimato do publico inventavam algo ao calhas. Parecia que toda agente se sentia satisfeita em mentir-me, ao me iludir-me.
Fiz a mim mesma, a mesma pergunta, vezes e vezes sem fiim. E mesmo assim, tudo me parecia sem respostas. Tantos "porquês" e apenas uma resposta.. tão óbvia: acabou. O sonho acabou
Sempre me achou criança, mas a verdade é que nunca foii homem para me tornar mulher.

Sorte a dele, azar o meu.
©'

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